quinta-feira, 9 de julho de 2009

CAIXINHA DOS AFECTOS


No mais fino brocado está guardado o dia em que consegui ensinar o pequenito do meu sobrinho a andar de bicicleta. Será lícito gabar-me desta sublime proeza? Talvez sim, mas tudo se reduz perante a maneira confiante como um garoto se deixou amparar apenas pelo fio ténue das palavras...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A TÁCTICA DO MENOR ESFORÇO

Pensionista me confesso, que remédio!

Quando era uma jovem inconsciente dizia: Se pudesse, se me deixassem... Pura conversa fiada. Fiquei-me sempre pelo mais fácil e arranjei desculpas para sacudir a água do meu descapotável.

Agora, também me dá para lamentar pelas condições que não existiam no “meu tempo”. A preguiça, aliada a uma frouxa maneira de ser, é que foi muita. Não tenho pena de mim. Mas os outros deviam ter! Ora bolas...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

DETALHES


É um pouquinho incomodo não conseguir estar descalça (nem de chinelos) para arejar os pés nestes dias de calor. Se o tentasse, magoava-me nos ferros da cadeira. Sorte é que eles nunca transpiram nem cheiram mal, são uma espécie de pés de santa, digo eu que nunca os cheirei!

Obs: Não aceito reclamações.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O MEU QUEIXO


Pensei em dar a este blogue um título que mostrasse alguma analogia com “O Meu Pé Esquerdo”. Acontece que, até nisso, o meu desarranjo motor sai fora dos padrões e não há pés nem mãos que me valham. Por disparatado que pareça, é com o queixo que escrevo e “funciono” (queixo mesmo, e não confundir com queijo). Tenho uma adaptação da qual sai um ponteiro e é assim que teclo... tic-tic-tic-tic.

Atenção: apesar de todos os meus tremeliques, consigo manobrar uma cadeira eléctrica com a mão. Tenho a certeza porque já experimentei. Ninguém melhor do que eu para saber dos meus limites.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

COMIGO, TODOS OS CUIDADOS SÃO POUCOS


Sou velha, mas a minha cadeira é pré-histórica. Até já foi cobiçada para fazer parte duma exposição de objectos em desuso.

E porquê não tenho uma cadeira moderna e eléctrica como deve ser? Simplesmente porque os maus pais não deixam. Apesar dos meus cabelos brancos, dizem-me sempre: Ó miúda, tem juízo, para quê queres uma cadeira eléctrica?

E eu, como sou maluca, vou dando-lhe ouvidos. Afinal, eles precisam de andar agarrados a mim para se apoiarem. Sem mim, teriam de se servir duma muleta.

Para além de correrem o risco de eu sair disparada por aí, a sacar cavalinhos e piões!