Se não posso falar, porque é que sou tão fala-barato?
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
EU E A MINHA CARA DE PASMADA
Os outros falam porque não sentem a boca
Falam como se andassem no ar
E não tivessem outro peso além do estômago
Escrevo porque me faltam sementes de girassóis
Os outros escrevem porque são grandes
E têm respeitáveis pontos de vista
E são ponto de referência em qualquer ponto de partida
Durmo porque tenho sete dias de avanço
Em relação à semana que está por acontecer
Não guardo papéis nos bolsos
Deve ser por isso que não tenho onde me segurar
E só sei virar as mesas com os joelhos
Se pudesse trocava de mãos
E pintava as rosas de cor-de-rosa
Para que nada do que escrevo
Fizesse estrago quando cai no teclado
Se pudesse trocava de paredes
Para não ter tantas formigas na cabeça
Ou trocava de olhos e de espelhos
Para apagar as palavras que não digo
Por andar sempre de boca aberta
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O MEIO TERMO
Fiquei sem postar durante algum tempo. Isto porque quis ter alguma certeza sobre o que vou escrever. Há factos que, de tão absurdos, podem confundir e retorcer a minha maneira de ver as coisas. Não quero pensar apenas em linha recta, no entanto, sou quase obrigada pelas circunstâncias a fazer paralelismos entre aquilo que é a deficiência e aquilo que se vê e promove.
O vídeo em baixo pode ser dramático e comover até às lágrimas. A mim, tocou-me por mostrar o lado mais belo e grandioso do Ser Humano. Saber da existência desta avó e deste neto deixou-me profundamente feliz. No meio das dificuldades e da miséria em que vivem, eles mostram-nos uma abundância de afectos não muito alcançável para o comum de nós.
Em contrapartida, as reportagens e os programas que passam na TV são quase sempre extremamente optimistas e “agradáveis”... à vista. Quase como se os deficientes fossem escolhidos pela sua boa aparência. Mas tal não é possível, pois não?
O vídeo em baixo pode ser dramático e comover até às lágrimas. A mim, tocou-me por mostrar o lado mais belo e grandioso do Ser Humano. Saber da existência desta avó e deste neto deixou-me profundamente feliz. No meio das dificuldades e da miséria em que vivem, eles mostram-nos uma abundância de afectos não muito alcançável para o comum de nós.
Em contrapartida, as reportagens e os programas que passam na TV são quase sempre extremamente optimistas e “agradáveis”... à vista. Quase como se os deficientes fossem escolhidos pela sua boa aparência. Mas tal não é possível, pois não?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
ACEITO SUGESTÕES
E com esta chuvinha, não é que adormeci mesmo?!
Mas caramba, assim não pode ser, tenho de mudar de ofício. Entre ser tia de santo (com um lenço branco na cabeça) ou santinha mesmo, não sei qual escolher.
Lembro que dantes as velhotas da minha terra davam-me beijinhos na testa e diziam Que santinha linda!
Mas caramba, assim não pode ser, tenho de mudar de ofício. Entre ser tia de santo (com um lenço branco na cabeça) ou santinha mesmo, não sei qual escolher.
Lembro que dantes as velhotas da minha terra davam-me beijinhos na testa e diziam Que santinha linda!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
TERAPIAS OCUPACIPONAIS
Um facto incontestável é que não sei fazer nada. Em miúda, ainda gostava de descascar feijões e ervilhas. E adorava ter uma bacia de roupa para “lavar”. Com sabão, muita espuma de sabão!
Agora não faço nada, só escrevo. Agora escrevo porque não faço nada.Ah, também durmo...
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