quarta-feira, 28 de abril de 2010

À MEMÓRIA


E de repente não tenho outra vontade do que ficar calada.

Há uns bons anos atrás, perguntei tantas vezes qual a idade média de uma pessoa com pc. Mas como ninguém me levava a sério, até cheguei a acreditar que a minha questão era descabida.

Agora, quando encontro os meus antigos colegas da APC de Coimbra, é tão frequente haver mais um nome de alguém que morreu.

Até já me disseram que estou na lista. Será por ordem alfabética?

segunda-feira, 22 de março de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

EU E A MINHA CARA DE PASMADA

Falo porque não posso falar
Os outros falam porque não sentem a boca

Falam como se andassem no ar

E não tivessem outro peso além do estômago


Escrevo porque me faltam sementes de girassóis

Os outros escrevem porque são grandes

E têm respeitáveis pontos de vista

E são ponto de referência em qualquer ponto de partida


Durmo porque tenho sete dias de avanço

Em relação à semana que está por acontecer


Não guardo papéis nos bolsos

Deve ser por isso que não tenho onde me segurar

E só sei virar as mesas com os joelhos


Se pudesse trocava de mãos

E pintava as rosas de cor-de-rosa

Para que nada do que escrevo

Fizesse estrago quando cai no teclado


Se pudesse trocava de paredes

Para não ter tantas formigas na cabeça

Ou trocava de olhos e de espelhos

Para apagar as palavras que não digo

Por andar sempre de boca aberta

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O MEIO TERMO

Fiquei sem postar durante algum tempo. Isto porque quis ter alguma certeza sobre o que vou escrever. Há factos que, de tão absurdos, podem confundir e retorcer a minha maneira de ver as coisas. Não quero pensar apenas em linha recta, no entanto, sou quase obrigada pelas circunstâncias a fazer paralelismos entre aquilo que é a deficiência e aquilo que se vê e promove.

O vídeo em baixo pode ser dramático e comover até às lágrimas. A mim, tocou-me por mostrar o lado mais belo e grandioso do Ser Humano. Saber da existência desta avó e deste neto deixou-me profundamente feliz. No meio das dificuldades e da miséria em que vivem, eles mostram-nos uma abundância de afectos não muito alcançável para o comum de nós.

Em contrapartida, as reportagens e os programas que passam na TV são quase sempre extremamente optimistas e “agradáveis”... à vista. Quase como se os deficientes fossem escolhidos pela sua boa aparência. Mas tal não é possível, pois não?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

É NATAL


Eu queria, queeeeero... e nem precisa de lacinho.

NINGUÉM ME IRÁ PARAR!

Mobilidade reduzida? Vejam é se estou na esquina...



Informações aqui.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ACEITO SUGESTÕES

E com esta chuvinha, não é que adormeci mesmo?!

Mas caramba, assim não pode ser, tenho de mudar de ofício. Entre ser tia de santo (com um lenço branco na cabeça) ou santinha mesmo, não sei qual escolher.

Lembro que dantes as velhotas da minha terra davam-me beijinhos na testa e diziam Que santinha linda!