segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bebés Congelados para Evitar Lesões

Acabei agora mesmo de ler no blog TETRAPLÉGICOS e no Site 100amarras a informação que aqui transcrevo e me deixou boquiaberta. Admirável mundo novo!



O bebé Cerejo, como Dinis é tratado pelas enfermeiras da Unidade de Cuidados Intensivos de Neonatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, ficou preso ao corpo da mãe quando tentava nascer. O impasse no parto provocou uma paragem respiratória e temeu-se o pior: paralisia cerebral. Mas Dinis é um caso de sucesso da aplicação de uma nova técnica, importada do Reino Unido, que usa o frio para evitar as consequências da falta de oxigenação do cérebro.

Dinis nasceu em Abrantes, depois de uma gravidez tranquila e num parto que se perspectivava normal. Mas tudo se complicou e acabou por lhe faltar oxigénio. Transportado de ambulância para Lisboa, foi o quarto bebé a ser tratado em Portugal com hipotermia induzida. Na passada quarta-feira, foi submetido a uma ressonância magnética para comprovar a extensão dos danos. A conclusão foi que Dinis não deverá ter sequelas. "O exame não indicou lesões irreversíveis e o prognóstico é favorável", afirma Carlos Moniz, sublinhando que a confirmação só acontecerá quando o bebé completar 18 meses.

Tudo acontece porque se o oxigénio não chegar ao cérebro provoca asfixia e gera-se um quadro convulsivo, capaz de provocar lesões cerebrais que, se não forem atempadamente tratadas, podem ser irreversíveis. O recurso ao frio explica-se por reduzir o consumo energético do organismo, evitando a morte das células cerebrais.

"A hipotermia induzida prevê o arrefecimento controlado do recém-nascido até 33,5 graus durante 72 horas. Neste período, a criança será permanentemente monitorizada, verificando-se se ocorrem convulsões, que serão tratadas com a terapêutica adequada", explica Carlos Moniz. Após esta fase, e "muito lentamente", o corpo é reaquecido até 36,5 graus. Sete dias mais tarde, a criança faz uma ressonância magnética para verificar a existência de eventuais lesões cerebrais.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

À MEMÓRIA


E de repente não tenho outra vontade do que ficar calada.

Há uns bons anos atrás, perguntei tantas vezes qual a idade média de uma pessoa com pc. Mas como ninguém me levava a sério, até cheguei a acreditar que a minha questão era descabida.

Agora, quando encontro os meus antigos colegas da APC de Coimbra, é tão frequente haver mais um nome de alguém que morreu.

Até já me disseram que estou na lista. Será por ordem alfabética?

segunda-feira, 22 de março de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

EU E A MINHA CARA DE PASMADA

Falo porque não posso falar
Os outros falam porque não sentem a boca

Falam como se andassem no ar

E não tivessem outro peso além do estômago


Escrevo porque me faltam sementes de girassóis

Os outros escrevem porque são grandes

E têm respeitáveis pontos de vista

E são ponto de referência em qualquer ponto de partida


Durmo porque tenho sete dias de avanço

Em relação à semana que está por acontecer


Não guardo papéis nos bolsos

Deve ser por isso que não tenho onde me segurar

E só sei virar as mesas com os joelhos


Se pudesse trocava de mãos

E pintava as rosas de cor-de-rosa

Para que nada do que escrevo

Fizesse estrago quando cai no teclado


Se pudesse trocava de paredes

Para não ter tantas formigas na cabeça

Ou trocava de olhos e de espelhos

Para apagar as palavras que não digo

Por andar sempre de boca aberta

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O MEIO TERMO

Fiquei sem postar durante algum tempo. Isto porque quis ter alguma certeza sobre o que vou escrever. Há factos que, de tão absurdos, podem confundir e retorcer a minha maneira de ver as coisas. Não quero pensar apenas em linha recta, no entanto, sou quase obrigada pelas circunstâncias a fazer paralelismos entre aquilo que é a deficiência e aquilo que se vê e promove.

O vídeo em baixo pode ser dramático e comover até às lágrimas. A mim, tocou-me por mostrar o lado mais belo e grandioso do Ser Humano. Saber da existência desta avó e deste neto deixou-me profundamente feliz. No meio das dificuldades e da miséria em que vivem, eles mostram-nos uma abundância de afectos não muito alcançável para o comum de nós.

Em contrapartida, as reportagens e os programas que passam na TV são quase sempre extremamente optimistas e “agradáveis”... à vista. Quase como se os deficientes fossem escolhidos pela sua boa aparência. Mas tal não é possível, pois não?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

É NATAL


Eu queria, queeeeero... e nem precisa de lacinho.

NINGUÉM ME IRÁ PARAR!

Mobilidade reduzida? Vejam é se estou na esquina...



Informações aqui.